quinta-feira, 9 de abril de 2015

Discutindo Aborto e Direitos Sexuais e Reprodutivos - Projeto de Lei 882/2015


     Em tempos de intolerância e autoritarismo explícitos no cenário político brasileiro, surge a importância de se discutir sobre o aborto, cuja proibição acarreta no alarmante índice de mortalidade de milhares de mulheres por ano em nosso país, configurando-se como uma questão de saúde pública urgente. Além das condições precárias de cuidado em saúde, há também a culpabilização e julgamento moral que se faz sobre essa mulher que escolhe não levar adiante uma gestação, um ato que deveria ser respeitado como uma escolha feita sobre o destino do próprio corpo. 

     O deputado federal do Rio de Janeiro pelo PSOL, Jean Wyllys, recentemente apresentou à Câmara o Projeto de Lei (PL) 882/2015, o qual delimitaria o que são Direitos Sexuais e Reprodutivos no contexto brasileiro, além de assegurar um processo de aborto seguro para todas as mulheres que optarem por ele, através do SUS.

     Assim, percebemos que, apesar da presença de políticos que nada fazem a não ser ignorar as questões de cunho urgente e proliferar o ódio e a intolerância contra as minorias sociais no Brasil - como o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que falou recentemente: "aborto só vai à votação se passar por cima do meu cadáver" - também temos políticos que trabalham para que projetos importantes sejam colocados em prática, e se não forem aprovados ainda, pelo menos serão discutidos.

     "O aborto é, hoje, um assunto proibido em quase todos os espaços, e não importa o motivo para a interrupção da gravidez: o assunto é tratado como tabu, evitado a todo custo em quase todas as campanhas eleitorais e a prática é criminalizada segundo o Código Penal, que estabelece como exceções à regra apenas duas possibilidades: o risco à vida da gestante e a gravidez decorrente de estupro. Diante da necessidade de regulamentar esta questão e definir, em lei, a responsabilidade dos entes federativos no atendimento à mulher, no planejamento familiar, na distribuição de métodos contraceptivos e na educação para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e da gravidez indesejada, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) apresentou, nesta terça-feira, 24, o Projeto de Lei 882/2015, que estabelece as políticas públicas no âmbito da saúde sexual e direitos reprodutivos e legaliza e regulamenta a prática do aborto seguro, reconhecendo à mulher o direito a decidir sobre seu corpo."



Lançamento Livro "Caminhos à Gestão de Políticas Públicas"

Prezadas e prezados autores do livro Caminhos à Gestão de Políticas Públicas: Vivências em Gênero e Raça,
as organizadoras, professoras Maria Celeste Landerdahl e Adriane Roso, juntamente com a diretoria da
Seção Sindical dos Docentes da UFSM, têm a satisfação de convidá-los para o coquetel de lançamento da obra,
no dia 14 de abril, às 18h, no Auditório da SEDUFSM (Rua André Marques, 665 – Santa Maria).
Gentilmente, solicitamos confirmação de presença até o dia 13 de abril.

 

sábado, 6 de setembro de 2014

Entrevista - Discutindo o empoderamento da mulher


Discutindo o empoderamento da mulher

01/09/2014 09:08
Classificada em: Geral

Temas como a saúde sexual, reprodutiva e os problemas enfrentados pela mulher são alguns dos assuntos abordados pelo projeto Direitos sexuais e reprodutivos: conversando sobre saúde, do curso de Psicologia da UFSM. Coordenado pela professora Adriane Roso, o projeto iniciou em 2009 como projeto de extensão, atualmente, o projeto contempla a pesquisa.
A fim de ouvir os problemas do dia-a-dia enfrentado pelas mulheres, o projeto promovia reuniões com pequenos grupos, mediados por uma mestranda em Psicologia e dois graduandos bolsistas de Iniciação Cientifica. Nestas reuniões, as participantes trocavam experiências sobre as dificuldades enfrentadas. Através dos relatos e do auxílio da psicóloga e dos graduandos, o grupo buscava o empoderamento das mulheres, para que elas pudessem enfrentar as dificuldades do cotidiano, como conflitos nos relacionamentos, assédios ou problemas familiares.
As reuniões contavam com a supervisão clinica de Roso, enquanto a preparação teórica dos alunos participantes era realizada pela professora Camila Gonçalves, do Centro Franciscano Universitário. As reuniões aconteciam semanalmente na Clínica de Estudos e Intervenção em Psicologia (CEIP), localizada no Prédio de Apoio da UFSM.
Roso enfatiza a importância da convivência e dos relatos compartilhados em grupo. A ideia é que com as histórias apresentadas, as mulheres encontrem alternativas para resolução das dificuldades que estejam enfrentando. “O grupo pode propiciar modificações no sujeito de forma positiva que ele possa transformar a sua realidade opressora. O grupo tem o caráter de produzir rupturas no cotidiano das pessoas”, destaca Roso.
Após a fase de extensão, constituiu-se o projeto de pesquisa Saúde Sexual e Reprodutiva das Mulheres: o grupo como dispositivo. Atualmente, o grupo encontra-se em fase de construção do material de conhecimento teórico, com elaboração de artigos e outros materiais de divulgação científica. Ainda este ano será lançada uma cartilha, elaborada de maneira conjunta entre as participantes do projeto.
Para divulgar as atividades e disponibilizar o material produzido pelo grupo foram criados dois blogs: Mulheres em Conscientização e KIT GEM – Pacote de ferramentas: Implementando Grupos de Empoderamento de Mulheres. Este último, foi o primeiro projeto do curso de Psicologia contemplado com Bolsa de Iniciação Tecnológica, por tratar-se de uma ferramenta tecnológica que pode gerar produtos inovadores na área da Psicologia.
Com o retorno positivo das participantes das reuniões, a intenção é que a proposta do trabalho em grupos tenha continuidade no próximo semestre.
Texto: Jéssica Ribeiro

Entrevista disponível em http://site.ufsm.br/noticias/exibir/discutindo-o-empoderamento-da-mulher

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Artigo sobre o grupo é publicado

Olá!
Em dezembro foi publicado um artigo sobre as atividades do grupo de mulheres na revista Diálogo (Unilasalle-Canoas). O artigo intitulado "Saúde das mulheres, direitos e resistência: analisando discursos produzidos no campo grupal" foi escrito pela professora Adriane, pela Mônica e pela Verônica e fez parte do dossiê Mulheres, Gênero e Feminismos. O artigo completo pode ser acessado pelo link: http://www.revistas.unilasalle.edu.br/index.php/Dialogo/article/view/1322/990

Veja o resumo:
Apresentamos alguns resultados de uma pesquisa-intervenção que foca em uma experiência no campo grupal. Baseada na psicologia social crítica e nos Estudos Feministas, o objetivo dessa pesquisa
foi refletir sobre saúde sexual e reprodutiva, direitos e iniquidade de gênero levando em consideração os
discursos (co)produzidos em grupos compostos por mulheres. Os grupos de fortalecimento aconteceram
em uma clínica-escola de psicologia durante os anos de 2011 e 2012. Resultados indicam que os grupos
podem favorecer resistência a modos instituídos de relações de gênero assim como produzir invenção de
novos modos de viver.
Palavras-chave: Psicologia Social; Feminismo; Grupos; Gênero; Direitos Sexuais e Reprodutivos

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Chegando ao final de mais um ano

Estamos chegando a mais um final de ano. Mais umas semanas e o grupo finaliza para 2014 suas atividades. Estamos quase encerrando a produçao de nossa cartilha, que estå sendo editorada pelo Romulo Tondo. Terå uma versåo impressa e mais adiante uma versåo online. Aguardem!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

sábado, 10 de agosto de 2013

Princesas de contos de fada vivem problemas modernos em exposição fotográfica

"Será que as princesas realmente viveram felizes para sempre? A artista canadense Dina Goldstein imagina princesas clássicas no mundo real --e com problemas reais. Na série de fotos "Fallen Princesses", ela retrata os contos infantis de forma irônica, como a Cinderela.
"Ao colocar personagens simbólicos, como a Chapeuzinho Vermelho ou a Branca de Neve, em situações modernas, a série se tornou um comentário sobre assuntos como pobreza, obesidade, câncer e poluição", diz a artista.
A ideia surgiu depois que sua mãe e outras pessoas próximas foram diagnosticadas com câncer (o que inspirou a foto de Rapunzel). Além disso, sua filha estava "naquela idade em que todas as meninas se vestem de princesa"."
via Folha de São Paulo
Acesso o link e veja a reportagem na íntegra! 

O que você achou da exposição?